Emprego

Saiba como anda a retomada das obras no Comperj

As obras do Comperj, Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, vão ser retomadas. A Petrobras anunciou um acordo com uma empresa chinesa pra retomar as obras do Comperj, interrompida por causa da corrupção, apurada pela Operação Lava Jato. Mas o custo atualizado da obra – em dólares – subiu quase quatro vezes.

O contrato foi assinado com a chinesa CNODC, subsidiária da petroleira CNPC, para concluir a construção da refinaria do Comperj, em Itaboraí. Para isso, estima-se que sejam gerados até oito mil empregos no ano que vem, de acordo com fontes a par do projeto.

As Vagas para obras do Comperj

A expectativa é que sejam criadas  dezenas de vagas para obras do Comperj em diferentes funções técnicas, como pedreiro, carpinteiro, soldador, pintor industrial, eletricista, encanador industrial, lixador, instrumentista, operador de guindaste, montador de andaime, entre outras.

O pedreiro Paulo Araújo estava há quase dois anos procurando emprego. Ele trabalhou no Complexo Petroquímico, mas perdeu o trabalho logo após as obras serem interrompidas.

“Não tenho nem emprego nem biscate, a pessoa que tem uma obra pra fazer está sem dinheiro para comprar piso, azulejo, tinta”, lamentou o pedreiro.

Quando a construção foi anunciada em junho de 2006, novas lojas e restaurantes abriram em Itaboraí. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro tem duas refinarias e o orçamento em 2008 era de 8,4 bilhões de dólares, na época R$ 16,8 bilhões.

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Em 2015, quando as obras foram interrompidas, o custo em dólares aumentou quase quatro vezes e mais de cinco em reais. Na época, a Petrobras deu vários motivos para esse aumento: mudança no projeto, reajustes, variação cambial e aditivos. Mas a Operação Lava Jato revelou que a corrupção desviou uma parcela dos recursos dos contratos e pelo menos 30 mil pessoas perderam seus empregos.

A retomada das obras só deve acontecer no primeiro semestre do ano que vem. Até lá devem ser geradas vagas de trabalho em Itaboraí, que hoje tem um número estimado de 17 mil desempregados. Quem ajudou a erguer o Comperj vê nesse momento a oportunidade para sair do sufoco e começar uma nova vida. É o caso de Isaías, ex-trabalhador do complexo, desempregado há quatro anos.

“Se Deus quiser, a carteira vai voltar a assinar de novo e vai melhorar para todo mundo aí”, disse Isaías.

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