Indústria

Produção industrial do Brasil registra maior alta em mais de um ano

A produção industrial no Brasil subiu em agosto no ritmo mais rápido em mais de um ano, mostraram números oficiais na terça-feira, um sinal de que a maior economia da América Latina pode estar lentamente virando a esquina após flertar com a recessão no início do ano.

A recuperação pode estar em pé de igualdade, no entanto, uma vez que a produção de bens intermediários foi a única das quatro grandes categorias econômicas a crescer, e apenas 10 dos 26 setores mais restritos pesquisados ​​conseguiram expandir no mês.

A produção geral subiu 0,8% em agosto em relação a julho, informou a agência de estatísticas governamental IBGE, o primeiro aumento em quatro meses e mais do que o dobro da velocidade que o aumento de 0,3% esperado em uma pesquisa da Reuters com economistas.

Foi o maior aumento desde um aumento de 12,8% em junho do ano passado. Exceto a recuperação anômala de uma queda de 11,1% no mês anterior por causa de uma greve nacional de caminhoneiros, foi a taxa de crescimento mais rápida desde dezembro de 2017.

O maior driver foi a mineração. Ele cresceu 6,6% no mês, o quarto aumento mensal, o que elevou o aumento acumulado nesse período para 25,2%. Porém, o IBGE observou que isso ocorreu três quedas mensais quando a produção caiu 24,2%.

“O aumento acima da esperado na produção industrial brasileira foi impulsionado pelo rápido crescimento no setor de mineração, que não será sustentado”, escreveu William Jackson, economista da Capital Economics, em nota de cliente.

“Mesmo assim, os números aumentam a evidência de que a recuperação econômica ganhou impulso no terceiro trimestre.”

Entre os outros setores com melhor desempenho estão o petróleo e os biocombustíveis, que cresceram 3,6%, e a produção de alimentos, que cresceu 2,0%, afirmou o IBGE.

Das quatro categorias econômicas mais abrangentes do IBGE, a produção de bens intermediários cresceu 1,4%. A produção de bens de consumo duráveis ​​caiu 1,8%, enquanto a produção de bens de consumo semi-duráveis ​​e não-duráveis ​​e bens de capital encolheram 0,4%.

Embora os números mensais possam oferecer uma fenda de luz para a indústria brasileira, o quadro geral é menos otimista.

A produção de agosto caiu 2,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior e caiu 1,7% no acumulado do ano e nos 12 meses anteriores, informou o IBGE.

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