Petróleo

Por que o derramamento de óleo em praias é descrito como “misterioso”?

Misterioso derramamento de óleo ameaça o paraíso da biodiversidade marinha no Brasil

Cientistas marinhos no Brasil estão monitorando de perto a incursão de um misterioso derramamento de óleo no maior ponto quente da biodiversidade no Oceano Atlântico Sul. A região, conhecida como Banco de Abrolhos, abriga quase 9.000 quilômetros quadrados de recifes em águas rasas e quentes ao longo da parte central do litoral brasileiro.

Mais de 4000 toneladas de resíduo de petróleo bruto de uma fonte desconhecida desembarcaram na costa nordeste do país desde o final de agosto, contaminando centenas de praias, estuários, recifes e manguezais ao longo de um trecho de 2500 quilômetros de costa.

A análise química indicou desde cedo que o óleo era da Venezuela, mas a fonte do derramamento foi um mistério completo nos primeiros 2 meses. O governo do presidente Jair Bolsonaro foi fortemente criticado por não responder rápida ou fortemente o suficiente à onda de contaminação. Embora tenha finalmente enviado navios e tropas para ajudar na limpeza, o governo também tentou culpar organizações não-governamentais e conspiradores de esquerda pela crise, assim como por incêndios maciços e uma taxa crescente de desmatamento na Amazônia. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, até  twittou uma foto de um navio do Greenpeace  em 24 de outubro, sugerindo – sem nenhuma prova – que ele era responsável pelo vazamento.

Na sexta-feira, a Polícia Federal brasileira finalmente divulgou o nome de um verdadeiro suspeito: o  Bouboulina , um navio-tanque grego que passou pela costa nordeste do Brasil no final de julho, transportando 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela para a Malásia. De acordo com a investigação, imagens de satélite mostram uma grande mancha de óleo aparecendo no mar em 29 de julho, a cerca de 730 quilômetros da costa do estado da Paraíba, assim como o  Bouboulina  passou. A empresa responsável pelo navio nega responsabilidade e diz que o  Bouboulina  entregou toda a sua carga na Malásia.

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Mas a suspeita se encaixa bem nas simulações de computador realizadas pelo instituto de engenharia da UFRJ (Coppe), que indicam que o petróleo veio de uma fonte offshore a cerca de 700 quilômetros de distância e foi derramado cerca de um mês antes de atingir a terra. “O padrão de distribuição do petróleo ao longo da costa e a possível fonte indicada pela polícia são consistentes com o nosso modelo”, disse o oceanógrafo da Coppe Luiz Assad à Science.

Investigadores federais estimaram que o  Bouboulina  derramou – acidental ou intencionalmente – cerca de 2,5 mil toneladas de petróleo bruto, mas não se sabe o quão exata é essa estimativa ou quanto do óleo derramado chegará à terra.

O óleo é da Venezuela. Não há nada de misterioso nisso. Parece que foi acidentalmente ou intencionalmente derramado por um navio-tanque grego … Embora haja certamente outras possibilidades. Mas o fato é que o petróleo é da nação marxista fracassada, Venezuela.

Na opinião deste geólogo de petróleo, a falsa perpetuação da natureza misteriosa desse derramamento de óleo foi a de culpar a produção de petróleo offshore do Brasil e atacar o Trump do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, apesar da possibilidade de o derramamento ser de origem brasileira foi descartada em setembro.

Embora exista uma extensa atividade de exploração de petróleo no exterior do Brasil, as autoridades descartaram isso como a fonte do vazamento.

A empresa petrolífera controlada pelo Estado Petróleo Brasileiro SA afirmou ter realizado análises laboratoriais do óleo e determinado, observando suas moléculas, que “os compostos orgânicos do material encontrado não são compatíveis com os dos óleos produzidos e comercializados pela empresa”.

As próximas áreas de exploração de petróleo mais próximas são a Venezuela e o Golfo do México, mas não houve problemas relatados nessas regiões.

Apesar dessa clara prova de que o vazamento misterioso e falso não tem nada a ver com a produção de petróleo offshore do Brasil (ou de qualquer outra pessoa), os eco-loons ainda balançam bobagens como esta:

Esse é exatamente o tipo de desastre que a Oceana e seus aliados trabalharam duro para evitar. Apenas algumas semanas atrás, os defensores do meio ambiente convenceram com sucesso as empresas de que o risco de perfuração de petróleo no litoral da Bahia, um estado no nordeste do Brasil, era muito alto. Quando o governo tentou leiloar quatro campos de petróleo perto do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, os possíveis candidatos ficaram em silêncio. O analista da indústria de petróleo Adriano Pires  disse  à Associated Press que as empresas “não querem se meter no meio de uma confusão ambiental”

Os maus resultados das recentes rodadas de licenciamento não tiveram nada a ver com o derramamento…

Óleo ATUALIZAÇÃO 4-Big atordoa Brasil em leilão back-to-back falhanços

Marianna Parraga, Gram Slattery e Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Grandes empresas mundiais de petróleo fecharam o segundo leilão brasileiro de petróleo nesta quinta-feira, repassando blocos no exterior e forçando autoridades a reconsiderar um sistema de licitação que dá uma posição privilegiada à estatal Petroleo Brasileiro SA .

O único bloco premiado na licitação de quinta-feira foi para a Petrobras, como é conhecida a empresa estatal brasileira, e a empresa estatal chinesa CNODC, uma unidade da China National Petroleum Corp, que ofereceu a oferta mínima. Quatro outros blocos não receberam ofertas.

O resultado, após uma falta de interesse estrangeiro em uma rodada ainda maior de quarta-feira, foi um alerta para aqueles que esperavam nesta semana coroar o Brasil como campeão incontestado da indústria petrolífera latino-americana.

Analistas concordaram nos últimos dias que as perspectivas promissoras de petróleo na área do pré-sal no Brasil, onde bilhões de barris de petróleo estão presos sob uma camada de sal no fundo do mar, estão ficando caras mesmo para as grandes petrolíferas com forte interesse. Os blocos de águas profundas também exigem enormes investimentos de longo prazo em comparação com alternativas como campos de xisto.

“Todas as principais áreas estão focadas na disciplina de capital e valor versus volume. Eles não farão lances a qualquer custo pelos ativos do pré-sal ”, disse Marcelo de Assis, chefe da América Latina a montante da consultoria Wood Mackenzie.

LIÇÕES APRENDIDAS

Decio Oddone, chefe da agência reguladora de petróleo ANP, disse que os direitos especiais da Petrobras desencorajaram alguns rivais, acrescentando que ele ficou surpreso com os resultados, pois esperava que pelo menos três blocos fossem premiados na rodada de quinta-feira.

O ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, disse que “não parece fazer sentido” para o Brasil manter os direitos especiais da Petrobras exclusivamente na área. Ele disse que o governo deve aprender uma lição dos leilões para obter melhores resultados no futuro.

“Entendemos pelo que as empresas nos dizem que nossas áreas continuam sendo muito atraentes e produtivas”, afirmou o ministro. Outras autoridades apoiaram o sentimento, apontando para uma forte demanda estrangeira nas rodadas anteriores do pré-sal desde 2017.

“O Brasil está competindo com oportunidades em todo o mundo”, disse Assis, da Wood Mackenzie. “Os ativos do pré-sal no Brasil são atraentes, mas têm um preço.”

Por que continuar a descrever o derramamento como “misterioso”? Por que tentar vinculá-lo ao leasing, perfuração e produção offshore? Por que eles continuam tentando culpar Bolsonaro por isso? Sim … Essas eram perguntas retóricas.

Por  Herton Escobar

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