Petróleo

Petróleo sobe com expectativa sobre rodada comercial entre EUA e China

Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda-feira diante da postura adotada pelo mercado em relação à rodada de negociação comercial entre EUA e China, que ocorrerá em Washington na quinta e sexta-feira.

Após encerrar a semana passada em forte queda acumulada, os preços dos contratos para dezembro do Brent hoje subiam 1,01% nesta manhã, a US$ 58,96 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos do WTI para novembro subiam 1,36%, a US$ 53,53 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York.

Segundo analistas, embora a expectativa seja pequena em relação a um avanço significativo nas negociações comerciais, investidores observam motivos para acreditar que os dois lados podem se entender devido a interesses políticos.

“Boa parte de Wall Street está ficando ligeiramente otimista sobre um acordo provisório, já que o presidente Donald Trump precisará de uma economia forte para ser reeleito e a China não vai querer que a situação em Hong Kong ganhe apoio internacional”, diz o analista em Nova York da corretora Oanda, Edward Moya, em nota a clientes.

Também pode influenciar os preços da commodity esta semana o cenário conturbado no Oriente Médio.

No Iraque, segundo maior produtor da região, estão no radar os protestos contínuos nos quais manifestantes, a maioria homens jovens, ocupam as ruas desde 1 de outubro contra a corrupção, o desemprego e a falta de qualidade do serviço público. Apesar do fim de grande parte da luta contra o Estado Islâmico e do aumento da receita do governo com petróleo, pouco foi investido em programas de emprego ou na melhoria de serviços para a população. Segundo a rede Al Jazeera, 109 pessoas já morreram e mais de 6 mil se feriram com a repressão da polícia aos protestos.

Além disso, os EUA iniciaram a retirada de suas tropas do norte da Síria para abrir caminho a uma planejada ofensiva da Turquia contra forças curdas que ocupam territórios na fronteira entre os dois países.

“Os ataques contra a Arábia Saudita foram rapidamente esquecidos e o crescimento global voltou a ser o principal motor dos mercados de petróleo. Essa complacência pode voltar a morder os investidores de petróleo, já que outro pico agressivo provavelmente acompanhará qualquer nova escalada na região”, comentou em nota Craig Erlam, analista sênior da Oanda para Europa e Oriente Médio.

“Porém, a atenção está nos dados e, na parte final da semana, com as negociações comerciais em Washington. Uma resolução da guerra comercial – por mais improvável que pareça agora – seria o catalisador de alta mais sustentável para o petróleo, se ao menos fosse uma possibilidade realista no curto prazo”, acrescentou.

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