Óleo e Gás

Petrobras mantém preços de combustível estáveis ​​apesar da alta do petróleo após ataque saudita

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro e a Petrobras disseram nesta segunda-feira que a empresa de petróleo não planeja aumentar imediatamente os preços dos combustíveis em resposta ao ataque na Arábia Saudita, mostrando que a empresa estatal pode estar aberta a ignorar as normas de preços de mercado para agora.

Em entrevista à Record TV do Brasil, Bolsonaro disse que o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse a ele que, embora os preços dos combustíveis estabelecidos pela empresa tendam a seguir os preços internacionais, o recente aumento nos preços do petróleo foi “atípico”.

“Conversei um pouco atrás com o CEO da Petrobras, Castello Branco”, disse Bolsonaro. “Ele me disse que, como é algo atípico e parece que vai acabar, ele não está planejando ajustar os preços dos combustíveis”.

Logo após os comentários de Bolsonaro, a Petrobras divulgou um comunicado dizendo que decidiu não ajustar os preços dos combustíveis por enquanto, mas observaria as condições do mercado nos próximos dias e tomaria uma decisão sobre os preços no momento apropriado. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a conversa entre Bolsonaro e Castello Branco.

Em resposta a uma greve de caminhoneiros em maio de 2018, o governo brasileiro obrigou a Petrobras a cortar os preços dos combustíveis, levando o então executivo-chefe da empresa, Pedro Parente, a renunciar em protesto. Isso, por sua vez, provocou uma grande liquidação das ações da empresa.

Desde então, os investidores desconfiam de possíveis interferências políticas na Petróleo Brasileiro SA, como a empresa é formalmente conhecida.

O governo de Bolsonaro, que assumiu o poder em janeiro, prometeu uma abordagem imediata. Mas Bolsonaro é um recém-chegado relativamente à economia de livre mercado e, durante décadas, defendia políticas intervencionistas como deputado federal.

Em abril, as ações da Petrobras caíram cerca de 8% depois que a empresa cancelou um aumento no preço do diesel após uma conversa entre Bolsonaro e Castello Branco.

‘BOM TESTE’

Em nota aos clientes na segunda-feira, analistas do UBS liderados por Luiz Carvalho disseram que o ataque de sábado na Arábia Saudita, que interrompeu cerca de 5% da oferta mundial de petróleo e elevou os preços, seria um bom teste para a Petrobras.

“Nos últimos anos, vimos vários exemplos em que a empresa não foi capaz de acompanhar os preços internacionais, levando a perdas significativas nos negócios de refino”, escreveram os analistas.

Eles acrescentaram que a falta de preços mais baixos pode prejudicar a venda em andamento de oito refinarias pela Petrobras, que deve render bilhões de dólares.

Na segunda-feira, a Reuters informou que a Petrobras planejava manter os preços dos combustíveis estáveis ​​no momento, em vez de reagir à volatilidade de curto prazo.

As ações preferenciais listadas no Brasil da empresa fecharam em alta de 4,4% na segunda-feira, impulsionadas pela alta dos preços do petróleo.

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