Petrobras bate recorde de lucro de todos os tempos em meio à bonança do Brent

Um caminhão-tanque deixa a Refinaria Alberto Pasqualini da estatal Petrobras em Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil, 25 de outubro de 2021. REUTERS / Diego Vara

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RIO DE JANEIRO, 23 Fev (Reuters) – A estatal brasileira de petróleo Petrobras quebrou seu recorde histórico de lucros anuais e pagamentos de dividendos em 2021, com os preços altíssimos do Brent e um foco a laser nos negócios de exploração e produção da empresa. para dar frutos.

Em um depósito de valores mobiliários na quarta-feira à noite, a empresa, formalmente Petróleo Brasileiro SA, registrou um lucro líquido anual de 106,7 bilhões de reais (US$ 21,3 bilhões). Isso foi mais que o dobro do recorde anterior da Petrobras, estabelecido em 2019, quando a empresa registrou lucro de 40,1 bilhões de reais, que foi cerca de US$ 9,2 bilhões no câmbio contemporâneo.

Também ficou bem acima da estimativa de consenso da Refinitiv de 74,3 bilhões de reais, graças em parte a aumentos pontuais significativos, incluindo desinvestimentos de ativos, reversões de impairment e uma vitória em uma grande disputa tributária. O lucro anual “recorrente” ficou em 83,3 bilhões de reais.

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Pouco antes de divulgar seus resultados, a Petrobras também anunciou que estava propondo um dividendo complementar de 2,861 reais por ação na próxima assembleia geral em abril. Se aprovados conforme o esperado, os dividendos relativos ao desempenho da empresa em 2021 chegarão a 7,773 reais por ação, ou 101,4 bilhões de reais no total, valor que a empresa descreveu como um recorde histórico.

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Os dividendos, em particular, provavelmente agradarão ao mercado. Analistas e investidores começaram a prestar muita atenção aos pagamentos de dividendos da empresa, que foram interrompidos por anos enquanto a empresa trabalhava para reduzir sua dívida.

Mas há nuvens à frente, e os resultados da Petrobras podem acelerar a chegada da tempestade.

O Brasil está se preparando para uma eleição presidencial contenciosa em outubro. O atual presidente Jair Bolsonaro ocasionalmente se queixou dos altos preços dos combustíveis domésticos e expressou descontentamento com o pagamento de dividendos. Mas ao longo do ano passado, a interferência política tangível na empresa foi mais moderada do que muitos observadores do mercado haviam previsto.

Seu principal rival, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu uma reviravolta se eleito, dizendo que são os brasileiros, e não os investidores internacionais, que devem se beneficiar do desempenho da Petrobras.

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Reportagem de Gram Slattery e Marta Nogueira; reportagem adicional de Roberto Samora em São Paulo Edição de Shri Navaratnam e Sam Holmes

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