Petrobras adota estratégia de preços de esperar para ver após invasão da Ucrânia

RIO DE JANEIRO, 24 Fev (Reuters) – A estatal brasileira de petróleo Petrobras continuará monitorando as oscilações dos preços internacionais após a invasão da Ucrânia pela Rússia antes de tomar qualquer decisão sobre os preços domésticos dos combustíveis, disse o chefe de logística e trading da empresa nesta quinta-feira.

A empresa, formalmente Petróleo Brasileiro SA, diz que alinha os preços domésticos com as taxas internacionais, mas permite que os preços se dissociem durante breves períodos quando entende que a volatilidade internacional é um produto de choques de curto prazo e não de fatores estruturais.

O mercado tem um grande interesse em exatamente como essas determinações são feitas, pois proteger os consumidores do aumento dos preços pode prejudicar as margens de lucro.

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“O momento atual, hoje em particular, trouxe um nível muito mais elevado de volatilidade ao mercado, que ainda estamos observando”, disse Claudio Mastella a analistas na manhã de quinta-feira, após a divulgação dos resultados de fim de ano da empresa.

Mastella acrescentou que o fortalecimento do real brasileiro em relação ao dólar nas últimas semanas tem combatido a alta dos preços do Brent, permitindo que a empresa mantenha o nível de preços.

A empresa registrou um lucro anual recorde na noite de quarta-feira, devido aos preços altíssimos do petróleo.

As ações preferenciais listadas no Brasil da empresa caíram 0,3% nas negociações do meio-dia. Isso foi bem acima do índice de ações da Bovespa (.BVSP), mas aproximadamente em linha com os outros produtores de petróleo e gás no índice.

Reportagem de Gram Slattery e Marta Nogueira Edição de Mark Potter

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