Impacto da epidemia no vestibular brasileiro

A participação eleitoral no exame padronizado de admissão à universidade no Brasil parece ser a mais baixa em 15 anos, e especialistas dizem que isso se deve ao impacto das epidemias na educação do país.

RIO DE JANEIRO – A votação para o vestibular padronizado do Brasil parece ter sido a menor em 15 anos, refletindo o impacto da epidemia de COVID-19 na educação do país, afirmam especialistas.

Mais de 3 milhões de alunos estão matriculados no exame anual, o que é 44% menor que o do ano passado e o menor desde 2006. O teste de 5 1/2 horas, realizado em dois finais de semana, é o principal padrão de admissão das universidades brasileiras.

Especialistas disseram que esperam que muitos dos que se inscreveram no início deste ano não compareçam no domingo. Metade dos 5,7 milhões de pessoas cadastradas para o teste no ano passado não compareceram quando foram finalmente tratadas em meio a uma epidemia.

O fechamento de escolas e a frustração de ensinar online afetaram milhões de alunos em todo o país.

Claudia Gostin, diretora do Centro de Especialização e Inovação em Políticas Educacionais, disse que “pode haver a sensação de que não dá tempo de se preparar para os exames porque o aprendizado presencial é interrompido”. Um think tank no Rio de Janeiro.

Ele observou que a epidemia causou dificuldades econômicas e levou muitos a trabalhar em vez de estudar.

O comparecimento foi baixo em alguns lugares do Rio de Janeiro no domingo. Multidões de pais se reúnem do lado de fora quando os filhos vêm para o teste. Porém, poucos minutos antes do início do exame na Universidade Católica, havia apenas um punhado de vendedores ambulantes que vendiam canetas e máscaras.

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Enquanto isso, o presidente conservador Jair Bolzano fez a escolha como parte de sua guerra cultural contra a esquerda. Ele acusou os projetistas do experimento de se infiltrarem nas tendências de esquerda. Ele questionou a eficácia de julgar candidatos a universidades – o que costuma ser associado a críticas de esquerda aos julgamentos nos Estados Unidos.

Durante uma visita ao Qatar esta semana, ele disse: “Olhe para a forma do esmalte.” “Pelo amor de Deus, isso mede algum conhecimento? Ou é um problema de atividade política e comportamento?”

Os críticos dizem que o governo de Bolsanaro interveio para corrigir questões experimentais de que não gosta – em uma ocasião reconsiderando a referência a chamar o golpe militar de 1964 de “revolução”, como fizeram seus apoiadores.

O Ministério da Educação não respondeu a um pedido de comentários da Associated Press sobre os baixos números de registro ou alegações de interferência.

Trinta e sete membros da agência que se preparava para o exame – o Instituto Nacional de Pesquisas e Pesquisas Educacionais – renunciaram esta semana, reclamando que o governo estava tentando interferir nas experiências inserindo ideologia.

O sindicato principal, que representa os trabalhadores da empresa, convocou na sexta-feira uma investigação sobre suposta censura.

“Desde que Paulsonaro foi eleito, os dirigentes do INEP têm sido tratados como comunistas motivados politicamente.

Costin, que também é ex-secretário de Educação do Rio de Janeiro, alertou que a crescente desconfiança em relação ao exame pode fazer com que ele seja cada vez mais evitado nos próximos anos.

Ele disse à AP que os funcionários têm uma visão conspiratória de que “as universidades não são centros políticos, lugares de pesquisa e produção de conhecimento”.

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