AWS faz parceria com agência espacial brasileira para impulsionar indústria espacial

O Centro Espacial de Alcântara é o principal local de lançamento do Brasil. (ASCOM/Foto MCTIC/Odjair Baena)

A Amazon Web Services e a Agência Espacial Brasileira estão unindo forças para apoiar o crescimento de longo prazo da indústria espacial no maior país da América Latina.

A declaração de intenção estratégica e cooperação, assinada pela AWS e a agência espacial (conhecida em português como Agência Espacial Brasileiraou AEB), segue acordos semelhantes que a Amazon fez com Grécia e Cingapura.

Mas o Brasil é um caso de maior repercussão: no ano passado, autoridades brasileiras de espaço e defesa anunciaram que a Virgin Orbit realizar lançamentos orbitais do Centro Espacial de Alcântara no país. O Brasil também participa do Programa da Estação Espacial Internacionale assinou contrato com a NASA Acordos de Artemis para exploração lunar.

“O governo brasileiro está pronto para ajudar a fornecer capacidade para Artemis”, disse Peter Marquez, chefe de política espacial da AWS, ao GeekWire. “Adoraríamos ajudar nessas áreas tradicionais, mas, além disso, a jornada de chegar à Lua, bem como desenvolver outras capacidades no Brasil, apresenta a oportunidade de aumentar ainda mais a comunidade espacial brasileira comercialmente”.

O acordo recém-assinado, que também envolve a colaboração com a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, estabelece três iniciativas destinadas a apoiar as atividades espaciais do Brasil.

A AWS oferecerá às partes interessadas do setor espacial acesso a créditos de processamento de dados, treinamento técnico e suporte empresarial por meio de um programa chamado Brazil/AWS Space Collaboration for the Economy and Development, ou B/ASCEnD, Outra iniciativa criará um repositório centralizado de dados espaciais. A terceira iniciativa reunirá representantes da AWS e da agência espacial brasileira para discutir políticas e estratégias regulatórias em apoio aos objetivos espaciais do Brasil.

Cópias da declaração recém-assinada de intenção estratégica e cooperação são exibidas pelo chefe espacial brasileiro Carlos Augusto Texeira de Moura; Nestor Forster Jr., embaixador do Brasil nos EUA; e Max Peterson, vice-presidente do setor público mundial da Amazon Web Services. (Foto AWS)

Marquez disse que a educação é uma grande parte da parceria: “Estamos comprometidos em fornecer educação para estudantes, educação para pessoas na indústria, educação para o governo sobre como você usa ferramentas da AWS – em geral, os recursos que computação e armazenamento em nuvem e IA e ML [machine learning] e todas essas coisas proporcionam”, disse.

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O embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Forster Jr., disse em postagem no blog que as iniciativas trarão “maior integração do setor privado brasileiro e de nossa indústria aeroespacial com o ecossistema de inovação americano, o mais avançado do mundo na área espacial”.

Carlos Augusto Texeira de Moura, presidente da Agência Espacial Brasileira, classificou o acordo com a AWS como “um passo importante para a promoção de nossa indústria espacial, em um momento em que o Brasil pretende entrar mais fortemente no mercado espacial, como, por exemplo, em o segmento de acesso ao espaço, com o espaçoporto de Alcântara.”

No que diz respeito à AWS, Marquez disse essencialmente que o céu é o limite.

“Há software e hardware que o governo precisa”, disse ele. “E como você já ouviu muitas vezes antes, a Amazon como um todo é obcecada pelo cliente. Então, se o governo brasileiro precisar de apoio nessas áreas, seja capacidade de estações terrestres ou apoio para desenvolver um programa de lançamento, essas são coisas sobre as quais falaremos com eles e buscaremos essas oportunidades. Estamos nas fases iniciais disso.”

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