As emissões de gases de efeito estufa do setor elétrico brasileiro disparam

Ricardo Pidello, coordenador do projeto da organização local de energia e meio ambiente IMA, disse ao BNamericas que as emissões de gases de efeito estufa do setor elétrico brasileiro aumentarão em 2022 como resultado do aumento da produção termelétrica.

Nos primeiros nove meses do ano, as emissões de gases de efeito estufa do setor aumentaram 80% na comparação anual, com um crescimento de 80% na geração de energia termelétrica em meio à pior seca do país em mais de 90 anos. Plantas.

O Iema comparou com 2019 porque 2020 foi um ano diferente, principalmente no primeiro semestre do ano, quando o consumo de energia foi reduzido devido a medidas sociais remotas utilizadas para reduzir a disseminação do COVID-19.

“O regime de chuvas é imprevisível, mas, sem dúvida, o funcionamento das termelétricas vai continuar porque a situação ainda é perigosa, então espero que esse crescimento se mantenha ou aumente um pouco mais. [by the end of the year], “Disse Bytelo.

Ele observou que o setor elétrico brasileiro manterá altas emissões de gases de efeito estufa com base no último contrato emergencial para 1.221 MW de projetos termelétricos e a previsão de redução adicional da energia térmica na licitação de energia reserva programada para dezembro e no contrato de 8 GW. A Eletrobras está delineada no processo de capitalização.

“Aumentar as emissões termelétricas é um absurdo se presumirmos que o Brasil tem uma equipe renovável e capacidade de ar, solar e biogás não aproveitada. Isso só pode ser resultado de um planejamento ineficiente”, destacou Pitello.

A EPE, empresa federal de pesquisa energética, prevê que, até 2030, 15,7 GW de capacidade termelétrica a gás natural (15,4 GW) e diesel (288 MW) serão adicionados à matriz brasileira.

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No entanto, essa estimativa não leva em consideração o plano federal de uso sustentável do carvão. Lançada em agosto de 2022, a iniciativa prevê 20 bilhões de reais (US $ 3,6 bilhões) em investimentos para expandir o uso desse combustível no Brasil e modernizar as usinas a carvão.

Apesar das perspectivas ruins, o ministro brasileiro de Minas e Energia, Pento Albuquerque, disse na COP26 na quarta-feira que 50% da matriz energética do país será limpa até 2030, o que é maior do que a meta anterior de 48%.

Mas Larissa Rodrigues, gerente de projetos do Instituto Escolhas, ONG com foco na sustentabilidade, está cética em relação ao anúncio.

“Mais de 80% dos investimentos no setor de energia estão previstos para o setor de óleo e gás. É isso que precisa mudar. O Brasil não se comprometeu com a COP26, o que realmente está abrindo caminho para uma matriz energética limpa”, afirmou. disse ao BNamericas.

Apoio BNDES

Segundo dados do Iema, cerca de 20% do total das emissões de gases de efeito estufa do Brasil em 2019 serão emissões de energia elétrica, o que representa 19% das emissões totais do país.

O setor de transportes foi responsável por 80% das emissões do setor de energia no mesmo período.

Emissões por Divisão de Energia / Iema

Emissões totais por setor. Fonte: Ima

Desde 2015, projetos apoiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES têm ajudado a prevenir a emissão de 52Mt de CO2.

Os novos dados do NDC (Nationally Determined Contributions) são divulgados no portal do BNDES, lançado na última terça-feira com o objetivo de mostrar como o banco contribui para que o Brasil atinja as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa estabelecidas no Acordo de Paris.

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O portal destaca as contribuições do BNDES para a atividade econômica em três áreas: energias renováveis, silvicultura e mobilidade urbana. Para calcular as emissões bloqueadas, foi utilizada a Ferramenta de Cálculo de Redução de Gases de Efeito Estufa do Plano do Fundo do Clima.

O principal objetivo do Acordo de Paris, assinado em 2015, é evitar o aquecimento global em mais de 1,5ºC até ao final do século XXI. Cada país signatário definiu suas próprias metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, os NDCs.

O NDC brasileiro para 2015 estabelece que o país deve reduzir as emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030, em relação às emissões de 2005. Até 2022, o Brasil se comprometeu a reduzir sua meta em 50% até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050, o que significa que todas as emissões de gases de efeito estufa serão compensadas pela captura de carbono, como florestamento, biorremediação ou utilização. Outras tecnologias.

“A criação deste portal reflete o compromisso do BNDES em alcançar seu NDC no Brasil para criar uma economia neutra em carbono até 2050”, disse o diretor executivo do banco, Ricardo Barros, em comunicado público.

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