ACAPS Briefing Note – Brasil: Inundações na Bahia e Minas Gerais, 07 de fevereiro de 2022 – Brasil

VISÃO GERAL DO IMPACTO DE CRISE

Por causa de um fenômeno meteorológico conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), os estados brasileiros da Bahia e Minas Gerais vêm sofrendo fortes chuvas desde o início de dezembro. As chuvas causaram inundações em 164 municípios baianos e 341 em Minas Gerais (UNICEF 01/07/2022; BBC 01/12/2022; CNN 01/08/2022).

Até 25 de janeiro na Bahia, 27 pessoas morreram e 523 ficaram feridas em decorrência de enchentes e deslizamentos de terra. Pelo menos 92.400 pessoas foram deslocadas (IFRC 24/01/2022). Em 30 de janeiro em Minas Gerais, 25 pessoas morreram e cerca de 57.000 foram deslocadas (Hoje Em Dia 30/01/2022).

Pelo menos 410 municípios mineiros e 155 municípios baianos declararam estado de emergência por causa das enchentes (IFRC 24/01/2022; Hoje Em Dia 30/01/2022). Em 25 de janeiro, as inundações e deslizamentos de terra afetaram mais de 965.000 pessoas em ambos os estados, com mais de 101.000 necessitando de assistência humanitária (IFRC 24/01/2022; ECHO 17/01/2022; UNICEF 07/01/2022).

A ZCAS é caracterizada por uma faixa de nuvens persistente que se torna estacionária e gera chuvas fortes todos os meses de outubro a abril (Escobar e Reboita 18/12/2021). As chuvas resultantes em 2021 começaram em novembro. Essas fortes chuvas aumentaram os níveis de vários rios, o que levou ao rompimento de duas barragens entre 25 e 26 de dezembro perto dos municípios de Vitória da Conquista e Jussiape na Bahia (Primeira postagem 28/12/2021; IFRC 29/12/2021). Em 8 de janeiro, outra barragem em Nova Lima no estado de Minas Gerais transbordou (BBC 12/01/2022).

Entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, a ZCAS teve um impacto maior devido a (1) chuvas mais intensas do que as previstas pelo Instituto Brasileiro de Meteorologia, (2) o fenômeno La Niña, caracterizado no Brasil por chuvas intensas e abundantes e aumento da vazão dos rios (Boligon Minuzzi et al. 12/2007), e (3) a passagem de um ciclone subtropical em 7 de dezembro, que inundou vários municípios da Bahia (BBC 29/12/2021 e 12/01/2022; INMET acessado em 21/01/2022 ). Em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, a precipitação acumulada entre 1º e 10 de janeiro de 2022 totalizou 411mm, quando a média para todo o mês foi de 329mm (INMET 01/10/2022; BBC 01/12/2022). Para Salvador, capital da Bahia, o Instituto Brasileiro de Meteorologia previu uma precipitação acumulada de 300mm para janeiro, quando a média histórica foi de 65mm (Canal Rural 01/07/2022; Climatempo acessado em 25/01/2022). Durante os primeiros dez dias de janeiro, a Bahia teve uma precipitação acumulada de 100mm (INMET 10/01/2022).

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ESCOPO E ESCALA PREVISTOS

Há 31 barragens em Minas Gerais e dez na Bahia que estão em estado de emergência devido ao risco de rompimento (Diário Do Comércio 25/01/2022; Diário do Seguro 12/01/2022; O Globo 27/12/2022). Em Minas Gerais, duas barragens romperam nos últimos seis anos. Uma dessas barragens rompeu em 2019 e deixou 270 mortos no município de Brumadinho (Bloomberg 11/01/2022; ECHO 13/01/2022). As barragens no Brasil sofreram mais incidentes em 2020 (44) do que em 2011-2019 combinados (39). As barragens provavelmente estão falhando cada vez mais porque muitas vezes não são projetadas para o aumento significativo das chuvas que o Brasil vem experimentando recentemente (RSB 2021). A maioria dessas barragens está localizada perto de centros altamente populosos, portanto, se transbordarem ou entrarem em colapso, o número de pessoas deslocadas, mortes e ferimentos nas populações próximas aumentará drasticamente (BNamericas 12/01/2022).

Janeiro – abril são os meses mais chuvosos do ano para Minas Gerais e Bahia (Datos Mundial acessado em 13/01/2022 a; Datos Mundial acessado em 13/01/2022 b). A precipitação média diária é de 2,7 mm de maio a dezembro e de 5,4 mm de janeiro a abril (Datos Mundial acessado em 13/01/2022 a). Em 27 de janeiro, os rios Cachoeira, das Velhas, Doce, Gabo Bravo, Jucuruçu, Paraopeba e São Francisco permaneciam em risco de inundação (Brasil de Fato 25/01/2022; O Globo 27/12/2021;

Estabelecido em Minas em 01/12/2022; Metrô1 10/01/2022). Se as chuvas se mantiverem ao longo dos primeiros meses de 2022, as margens de vários rios da Bahia e Minas Gerais provavelmente romperão, aumentando o número de deslocados

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