5 Gêneros Musicais Reimaginados no Brasil

Não há limites para a criatividade quando o assunto é música – especialmente em países tão grandes e diversos como o Brasil. Além de apresentar uma variedade de gêneros musicais nascidos no país, a música brasileira também é influenciada por vários gêneros musicais estrangeiros. Esses gêneros são reinterpretados no Brasil e muitas vezes também se fundem com gêneros locais.

Enquanto um intercâmbio cultural tão intenso é sintomático da globalização digital e dificilmente pode ser creditado a apenas um lugar, o Brasil também tem suas próprias razões para absorver música estrangeira, para melhor e para pior. Um deles é a história de colonização, imigração e tráfico de escravos africanos (a cultura africana é a base das manifestações e gêneros culturais mais expressivos do Brasil, como samba e machado).

Outro motivo está no território nacional e nas fronteiras com os países sul-americanos. Por exemplo, na década de 1960, era mais fácil para pessoas em estados brasileiros como Pará e Amapá sintonizar estações de rádio das Guianas e Suriname do que as brasileiras, o que levou gêneros afro-caribenhos como soca e zouk a influenciar a música feita nesses regiões.

Não há como negar que a música brasileira deve muito às culturas estrangeiras, principalmente de outros países latino-americanos. Vejamos cinco gêneros musicais que tomaram um rumo diferente quando reinterpretados por músicos brasileiros.

Funk

Origem: EUA, meados da década de 1960

O brasileiro leva: funk brasileiro (funk carioca, funk paulista, brega funk)

Enquanto o rótulo “baile funk” (pelo qual o funk brasileiro ficou conhecido no exterior) está atrelado ao funk americano, o funk brasileiro nada tem a ver com o gênero popularizado por James Brown. Tudo começou quando DJs da periferia do Rio de Janeiro organizaram festas onde tocavam funk americano. Mas essas festas evoluiriam para espaços onde nascia um gênero diferente: o funk carioca (que significa “funk carioca”). Um ponto de virada foi o DJ Marlboro Funk Brasil (1989) – a adição de bateria eletrônica criou o novo som do funk. As bases do funk carioca passariam por muitas outras mudanças. Uma vez Inspirado no freestyle americano e no Miami Basso gênero ganharia um cunho brasileiro nos anos 2000 com a criação da batida chamada “tamborzo”(Que mescla o Miami Bass com a percussão do samba).

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Enquanto isso, em São Paulo, criou-se também um funk diferente, que ficaria conhecido como “funk paulista”(“Funk paulista”). Em Pernambuco, o gênero fundiu-se com a música brega e gerou “brega funk. ” Através de novas variações como passinho e funk 150 bpme nomes como Anitta, Ludmilla, MC Fiotie MC Zaaco funk brasileiro ainda está mudando ao mesmo tempo que transcende as fronteiras do Brasil.

Bachata

Origem: República Dominicana, final dos anos 1960

O brasileiro leva: sertanejo bachata, arrocha

Quando o astro da música sertaneja Gusttavo Lima começou a fazer bachatas, era apenas uma questão de tempo até que o gênero se tornasse uma sensação entre outros atos sertanejos. O gênero romântico dominicano foi abraçado pelo sertanejo brasileiro sem grandes transformações. Ao mesmo tempo em que apresenta o estilo de canto dramático do sertanejo (em contraste com os vocais mais suaves de estrelas da bachata como Romeu Santos), a “bachata sertaneja” feita por artistas como Lima, Luan Santanae Henrique e Juliano soa razoavelmente fiel às batidas e guitarras originais. Lima até recebeu uma placa de mérito do embaixador brasileiro da República Dominicana por promover o gêneroe colaborou com estrelas da bachata como Príncipe Royce.

Mas antes que a bachata assumisse o sertanejo, por volta de 2019, ela pode compartilhar outra associação com a música brasileira. O gênero é considerado um precursor arrocha,” gênero nascido na Bahia nos anos 2000, cujo groove e cadência se assemelham à bachata.

Guarania

Origem: Paraguai, década de 1920

O brasileiro leva: sertanejo, moda de viola

Os vizinhos Brasil e Paraguai compartilham uma passado hostil, mas não há dúvida de que a música paraguaia deixou sua marca no Brasil. Guarania, gênero criado pelo compositor paraguaio José Asunción Flores, influenciou o sertanejo brasileiro a ponto de abrir portas para diversos atos e canções sertanejas. Composição de Flores “Índia”Encontrou grande sucesso no Brasil através de um cover da dupla Cascatinha e Inhana em 1955. Mas foi através de “Nuvem de Lágrimas” (1989), de Fafá de Belém, uma releitura sertaneja do guarania, que a música sertaneja atravessou seu interior e ganhou espaço nas grandes rádios e TVs.

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A partir de então, muitas músicas do cancioneiro sertanejo canônico seriam guaranias: “Barco Azul”“Vá pro inferno com seu amor“E”Galopeira”(Um cover de Mauricio Cardoso Ocampo’s“Galópera“). À medida que o sertanejo se expandiu para abranger muitas variantes e elementos musicais, o ramo sertanejo que deriva do guarania ficou conhecido como “moda de viola”.

Calipso

Origem: Trinidad e Tobago, século XVIII

O brasileiro leva: brega calipso

Calypso é um gênero afro-caribenho nascido de canções folclóricas de Trinidad e que inspirou canções de Nat King Cole e Luís Fonsi. No entanto, se você pesquisar “calypso” no Youtube, provavelmente encontrará um vídeo de uma apresentação ao vivo da Banda Calypso do Brasil. Composta pelo ex-casal Joelma e Chimbinha, a Banda Calypso pegou um gênero local do Estado do Pará no norte do Brasil e fez dele uma sensação em todo o país no início dos anos 2000.

O brega calypso é uma das muitas variantes do gênero brega paraense. Não lembra muito o calipso original, mas está ligado a outros gêneros da América Central e das Guianas, como cumbia, soca e zouk. Brega calypso é, na verdade, o resultado de uma mistura selvagem: o padrão da bateria vem do rock e do rockabilly dos anos 1960; o estilo de tocar guitarra lembra o rock progressivo dos anos 1970; os chifres vêm de gêneros caribenhos como salsa e merengue; e muito mais. A Banda Calypso se separou em 2015, mas a influência do brega calypso vive na carreira solo de Joelma e informa a música de artistas pop como Pabllo Vittar.

Merengue

Origem: República Dominicana, século XIX

O brasileiro leva: merengue paraense

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Em uma das muitas participações da Banda Calypso no programa de TV Domingo do Faustão no ápice do sucesso, o apresentador Faustão pediu aos bailarinos da banda que mostrassem como dançar merengue. Aqueles familiarizados com o gênero dominicano podem ter achado a performance da banda estranha, já que seus movimentos não se pareciam com o estilo de dança de salão associado ao merengue. No entanto, os bailarinos na verdade dançavam ao som da raça de merengue produzida no Estado do Pará, chamada de “merengue paraense” (ou “merengue do Pará“). O merengue paraense é uma fusão do merengue da República Dominicana com o do Pará carmim e outros gêneros paraenses como lambada.

Assim como muitos outros gêneros afro-caribenhos, o merengue chegou ao Brasil pelo intercâmbio que acontece na zona portuária próxima à região da floresta amazônica e pelas rádios estrangeiras acessíveis nessa região. O gênero agrega à identidade brasileira, tornando a cultura caribenha mais importante para o Brasil do que acredita.

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